O que você faria se fosse herdeiro de onze bilhões de dólares? Uma boa pergunta que tem uma eletrizante resposta em O testamento, o novo romance de John Grisham. O autor desenvolve a história da família Phelan - do patriarca, Troy Phelan, a seus estranhos herdeiros. Depois de escrever seu último testamento, o bilionário se suicida, iniciando uma batalha onde não faltam alcatéias de advogados, repórteres peçonhentos e uma família destroçada pela ambição e pelo dinheiro.
No centro da trama está Nate O'Riley, advogado, alcoólatra, que tem de mergulhar em outra selva, o Pantanal Mato-grossense, e encontrar o verdadeiro destino da fortuna de Troy Phelan. Contrapondo genialmente os canyons de concreto das grandes cidades aos alagados do rio Paraguai, John Grisham nos leva a dois mundos diferentes, cada qual com seus perigos e belezas. Mais do que uma história feita de artimanhas jurídicas e bizarros personagens, O testamento é uma trajetória de um homem em busca de valores mais permanentes do que a embriaguez do poder.
John Grisham escreveu este romance após uma longa estada no Pantanal Mato-grossense, quando esteve em contato com missionários religiosos americanos e com a vida selvagem daquela região. "Espero não ter descrito o Pantanal como um enorme pântano repleto de perigos. Não é. É uma preciosidade ecológica que atrai muitos turistas e todos sobrevivem", escreveu Grisham. Além dos incríveis panoramas da vida natural que desenha em seu livro, o escritor retrata, com muito humor, aspectos típicos da vida do brasileiro. No capítulo 38, por exemplo, ele explica o que é o despachante: "É parte essencial da vida no Brasil. É o homem que facilita tudo. Num país onde a burocracia é antiquada e lenta, o despachante é o homem que conhece os funcionários da prefeitura, dos tribunais, os agentes da alfândega". O Brasil também esteve presente em outros de seus livros, como O sócio, no qual um americano tenta fugir de seus perseguidores em Ponta Porã.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Percy Jackson e o Ladrão de Raios
Com nuvens de tempestade sinistras encobrindo o planeta e com sua vida ameaçada, Percy viaja até um enclave especial, um campo de treinamento para mestiços, onde aperfeiçoa seus recém-descobertos poderes para evitar uma guerra devastadora entre os deuses. É lá que ele conhece dois outros semideuses: a guerreira Annabeth, que procura sua mãe, a deusa Atena; e seu amigo de infância e protetor, Grover, um corajoso sátiro cujas habilidades ainda não foram testadas.
Grover e Annabeth unem-se a Percy numa incrível odisseia transcontinental, que os leva para 600 andares acima da cidade de Nova York (o portal para o Monte Olimpo) e para o famoso letreiro de Hollywood, sob o qual arde o fogo do Mundo dos Mortos. O destino da humanidade depende do resultado dessa jornada, bem como a vida da mãe de Percy, Sally, que ele terá de resgatar das profundezas do inferno.
A insônia do vampiro
Passar as noites acordado não é um problema para o narrador desta história. Afinal, ele é um vampiro, e só pode sair em busca de sangue no escuro das madrugadas. O mal de que sofre é exatamente o oposto: passar os dias em claro, revirando-se no caixão! E o dia dura o dobro da noite - o que torna sua agonia duas vezes pior que a de um mortal.
Na busca de cura, decide fazer análise. Ele sabe que escavar traumas de centenas de anos não vai ser fácil, sobretudo ao revolver dolorosas recordações de Portugal, sua terra natal... Nessas lembranças, vem à tona a amizade com um vampiro religioso que, em plena Lisboa do século XVIII, morde o pescoço de um indefeso bebê - o que geraria consequências tão tenebrosas quanto o ato. Nessa regressão, o narrador revive também momentos históricos, como a Grande Peste, o Terremoto de Lisboa e o surgimento do Iluminismo. Resta saber em que parte desse passado está enterrada a solução que dará fim ao tormento de seu presente.
Na busca de cura, decide fazer análise. Ele sabe que escavar traumas de centenas de anos não vai ser fácil, sobretudo ao revolver dolorosas recordações de Portugal, sua terra natal... Nessas lembranças, vem à tona a amizade com um vampiro religioso que, em plena Lisboa do século XVIII, morde o pescoço de um indefeso bebê - o que geraria consequências tão tenebrosas quanto o ato. Nessa regressão, o narrador revive também momentos históricos, como a Grande Peste, o Terremoto de Lisboa e o surgimento do Iluminismo. Resta saber em que parte desse passado está enterrada a solução que dará fim ao tormento de seu presente.
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